" Eu não te conheci, mas gosto muito de você. Procuro informações sobre sua vida e sua personalidade, quero sempre falar as coisas certas nos tempos certos, tento te imitar ao meu modo. Talvez se você ainda estivesse por aqui, teria feito mais músicas ou falado mais frases marcantes que retratassem a nossa situação. Você pensava como a gente e colocava em seus versos, tudo que sentíamos. Eu, sinceramente, gostaria de poder ter ido em algum show seu ou ter te visto ao vivo pela tv. Ou ter corrido por causa do lançamento de um disco novo. Mas eu só tinha um ano quando tudo aconteceu. E eu não soube, ninguém me falou - não era necessário dizer a um bebê que famoso havia morrido ou não - e se falaram e eu ouvi, não me lembro mais. Não o vejo como o porta - voz de uma geração, mas, sim, como o porta - voz de muitas gerações. Tudo que escreveste se tornou eterno e isso sim é dom! Após uma dezena e alguns anos, ainda estás vivo, dentro de todos nós, que nascemos antes de você ir. Espero que Deus o tenha, e que fique sempre por perto, falando coisas boas e coisas ruins, sempre nas horas certas. Criticando o governo do jeito que sempre criticamos e falando de amor do jeito que sempre falamos. Tua voz me acalma, me tranquiliza. E eu sinto, de verdade, em saber que não terei CD'S novos teus para comprar. E talvez eu espere durante toda minha vida, algum cantor como você. Com a sua voz grave, com a aparência simples e com uma mente tão esperta e tão aberta à tudo e a todos você conquistou um país. Espero um dia conseguir fazer versos como os seus, mas será muito difícil. Você sabia sempre o que e quando escrever e eu ainda não sei nada do que deveria saber. Só a experiência vai me ensinar, talvez, a fazer obras primas como as suas. "
Estava inspirada, fiz esses dias. Não preciso explicar, certo? Não vou citar nomes, mas, se um gênio como este estivesse vivo nos tempos atuais, nós pensaríamos diferente. Que estranho, eu adoro esse cara como se a gente se conhecesse e ele nunca soube da minha existência. Poxa! Os bons vão sempre antes, todo mundo sabe disso. Ah, não sei, não sei o que dizer, não sei sobre o que falar. Minha vida anda muito deprimente e o máximo que posso fazer é evitar esse assunto. Pode parecer irresponsabilidade minha mas, com a minha dor, ninguém se preocupa - só querem saber de fofocas e agitos. Preciso de novos amigos!
Meus dias estão parados, agora. Vivemos, aqui em casa, só eu, minha mãe e meu irmão (sem falar do cachorro dele). Parece que tudo está em paz, no momento. Nós não nos falamos e isto aparenta calma, mas, todos sabemos o tamanho da bomba que temos na cabeça e do nó que está preso em nossas gargantas. Eu não quero estar por aqui quando essas bombas explodirem. Sério! Não tive mais notícias do papai, mas logo receberei. Tomara. Sinto saudades dele!
Estou me acostumando - ou pelo menos, tentando - em ser filha só de mãe. Mas não dá, sabe?
Lágrimas! Elas voltaram, gente...
Esta é a minha deixa.
Deixo aqui todas minhas emoções, Incompreensão.
quarta-feira, 11 de março de 2009
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